segunda-feira, 19 de maio de 2008

A CASA DA LEITURA RECOMENDA

A CASA DA LEITURA , da Fundação Calouste Gulbenkian, incluiu o livro Rondel de Rimas para Meninos e Meninas” na sua "Montra" de títulos para os “leitores iniciais” e os “leitores medianos”, com a seguinte sinopse:

Colectânea de vinte e três pequenos poemas ilustrados, esta publicação revela influências claras da poesia tradicional, tanto ao nível dos temas tratados como das estruturas formais que os suportam. Valorizando a componente sonora dos textos, assim como a rítmica e melódica, verifica-se uma aposta do autor na dimensão lúdica dos textos e da própria linguagem. As ilustrações, muito subtis pela escolha das cores e da linguagem plástica, acompanham os textos, recriando algumas das suas sugestões ideotemáticas, mas deixando espaço ao leitor para os recriar usando a sua imaginação.

sábado, 10 de maio de 2008

MAIA ACOLHE FLORESTA PERLIMPIMPIM

Magia e pozinhos de perlimpimpim!
Muitos pozinhos de perlimpimpim!
Não podia ser de outro modo: Uma floresta cheia de animais, aterrorizados com a chegada dos caçadores, mas inteligentes como o duende Rezingão e bem liderados pelo leão Rugido, foi o cenário oferecido a quem, hoje (dia 10 de Maio), esteve presente na Secção Infantil da Biblioteca Municipal José Vieira de Carvalho, na Maia e se deixou seduzir pela arte de transformar-se e de brincar.

A Magia ouviu-se na leitura (super) expressiva que a Teresa Guimarães fez da sua história; lê-la é bom, mas ouvi-la, de viva voz, de quem a escreveu e urdiu, é ainda mais gostoso.
A Magia viu-se nas excelentes ilustrações da Anabela Dias, que adoçaram os olhos de quem nelas parou o olhar e o coração.

A Magia fez-se nas pinturas de rosto que foram oferecidas a todos os meninos e meninas (e foram tantos, tantos) que estiveram presentes e rejubilaram com estes pozinhos de cor e criatividade.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

LIVROS DE MAIO

Em Maio, serão vários os livros editados pela Trinta Por Uma Linha. Damos conta das publicações e das apresentações:

Rafa e as férias de Verão

A apresentação deste livro será só no dia 21 de Junho, mas vai já para as livrarias.

A Floresta Perlimpimpim
A Menina das Rosas

domingo, 20 de abril de 2008

NO JORNAL "PÚBLICO"

No Jornal “Público” de ontem, Sábado, 19 de Abril de 2008, na secção P2 (Crianças, Livros), a jornalista Rita Pimenta escreveu o seguinte "apontamento" sobre o livro Rondel de Rimas para Meninos e Meninas:

“Só quem respeita as palavras a ponto de saber brincar com elas pode escrever um livro assim. Eis um dos poemas, com o título Uma história de amor, de um autor inspirado que também edita: “Era uma vez um botão / chegado ao colarinho / que vivia em perdição / por nunca ser apertadinho. // Era uma vez uma janela / numa camisa preta / que desejava ser a cidadela / de um botão careta. // Esta é e bem pode ser / uma história de amor. / Não sei que fim deve ter. / Escolhe tu, por favor.”
Dar a ler poesia às crianças é uma espécie de serviço público que só pode merecer elogios. A musicalidade das palavras, a multiplicidade de sentido e o exercício de experimentar diferentes interpretações habituam (espera-se) os pequenos leitores a pensar e a ler.
As ilustrações de Anabela Dias também ajudam a conquistar os pequenos leitores.
Rondel de Rimas para Meninos e Meninas foi lançado no início do mês passado, na livraria Salta-Folhinhas, no Porto, e inaugurou a actividade da editora Trinta por Uma Linha. Parabéns!"

sexta-feira, 11 de abril de 2008

NOVA COLECÇÃO - "OS LIVROS DO RAFA"

Fátima Pombo é um nome que muitos conhecem de andanças várias.

Como romancista escreveu “O Desenhador” (2003), “As Cordas” (2005) e “O Bairro dos Poetas” (2007), todos editados pela Teorema.

Como investigadora na área da filosofia e da música e na qualidade de professora associada no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, publicou duas biografias da violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia (1993 e 1996) e “Traços de Música” (com tradução espanhola, 2001) e ainda “Amor e Morte. O sabor amargo das amêndoas” (2004), entre muitos artigos publicados em revistas nacionais e internacionais.

Como escritora aventurou-se pelo universo da literatura infantil, em 2008 com histórias infantis da série 'A Menina Azul' que serão editadas brevemente pela “Trinta-por-uma-Linha”.

Fátima Pombo inaugura agora um novo ciclo com a nova colecção da “Trinta-por-uma-linha”, especialmente direccionada para os adolescentes e jovens: a colecção “Os livros do Rafa”. O primeiro livro dá a conhecer o personagem da série, um rapaz de 15 anos, chamado Rafa que tem borbulhas, pêlos no bigode, alguns pêlos no peito, 2 irmãs mais novas, 1 cadela, pais divorciados, toca bateria e passou para o 10º ano. Todos lhe dizem que está a transformar-se num homem. Ele quer saber o que significa isso. A história começa no primeiro dia de férias.

O primeiro livro da colecção intitula-se “Rafa e as férias de verão” e, como o título sugere, é um livro para ler nas férias que aí vêm por adolescentes, eles e elas, e pelos (seus) pais.

Brevemente entrevistaremos a autora sobre este livro.

Deixamos aqui um breve trecho, em pré-publicação, e para aguçar o apetite.

“Tirei a T-shirt que tinha riscas e, de repente, sinto a pele da Pilar encostada às minhas costas. Não podem imaginar a sensação que eu tive. Ela tinha-se aproximado de mim, estava de joelhos atrás das minhas costas para espalhar mais facilmente o protector. Eu pensei que ia levantar voo. Ela tinha uma mãozinha pousada no meu ombro esquerdo e com a mão direita fazia aqueles movimentos circulares nas minhas costas para espalhar o creme. Já mexer nas costas é bom. Claro que a minha experiência é só quando uso a escova do banho da minha mãe e já é de um tipo se passar. Agora, com as mãos da Pilar a mexerem de um lado para o outro e, de vez em quando, as maçãzinhas dela a tocarem na minha pele, aqui e ali, para chegar melhor a todas as partes das minhas costas, é de subir pelas paredes. Eu estava num estado que não vos digo nada. Peguei na T-shirt que tinha atirado para o lado e pu-la à minha frente, porque nem com as mãos eu podia disfarçar. (…)
Lá fui e comprei o mesmo jornal que o meu pai costuma ler. Aquele jornal já me ia dar para o dia todo. Comprei pastilhas elásticas. Achei simpático fazer essa surpresa à Pilar. Hesitei nos sabores, sei lá do que é que ela gosta. Acabei por comprar com sabor a limão, sempre é fresco e as miúdas têm a mania de dizer que gostam ‘porque é fresco’. Enfim, as miúdas têm lá o código delas e não é fácil percebê-las, por isso, eu vou com cuidado com a Pilar porque, de repente, uma pequena coisa pode estragar tudo. (…) É inacreditável! Está tudo bem, até está toda a gente a rir-se, mas por uma pequena coisa, de repente, as miúdas viram como o vento e ficam amuadas. Eu não sei o que é. E também não sei bem que pequena coisa é essa. Às vezes, até me parece que elas vão ficar chateadas e não ficam e outras, é mesmo só uma piada e já ninguém as atura. Nós, os rapazes – ou homens – não somos assim. Quando nos chateamos é porque a coisa é a sério. Não vamos com ninharias. Mas, enfim, para termos as miúdas é preciso aceitá-las um bocado como elas são.
Eu estava a pensar isto, mas sem saber muito bem o que estava a pensar. Eu acho que, às vezes, também sou contraditório e isso chateia-me, mas deve ser porque estou a tornar-me adulto”.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

DISTRIBUIDORA CONTRA MARGEM

A Editora Trinta-Por-Uma-Linha e a distribuidora Contra Margem firmaram um acordo de distribuição. A partir de Abril a Contra Margem distribui as obras da Trinta-Por-Uma-Linha, em todo o território.
A Trinta-Por-Uma-Linha prevê editar entre 8 a 12 obras ainda este ano.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A MENINA TRISTE: À PROCURA DE "UMA" RESPOSTA


A publicação do primeiro livro de um autor é sempre um momento significativo para este e para os leitores. Porque esta relevância se faz e se estabelece à volta de um livro, de uma personagem e de um autor, deixamos aqui uma breve entrevista à Sónia Borges (e a pretexto da apresentação do livro em Mirandela, sua terra natal):

Conta-nos um pouco do teu percurso até aqui.

Nasci, cresci e estudei em Mirandela até aos 17 anos, sempre com um grande interesse pelo desenho e pela pintura (andar acompanhada pelo papel e pelo lápis sempre me deu um enorme prazer!). Saí depois, para estudar Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, finalizando o curso em 2004. Iniciei a minha actividade profissional em Serralves, colaborando com o Prof. Fernando Pernes no Gabinete do Assessor Cultural e agora com o Serviço Educativo na Fundação de Serralves, realizando visitas guiadas às exposições patentes no Museu de Arte Contemporânea e orientando algumas oficinas a grupos escolares.

Porquê a ilustração, se a formação é de pintura?

As histórias surgiram em 2003 como solução para as prendas dos amigos e da família. O dinheiro não era suficiente para grandes presentes, então... mãos à obra!
Como sempre tive grande dificuldade em separar-me das pinturas para oferecer ou até mesmo vender, a alternativa do livro prometeu melhores resultados.
O conhecimento e a prática que adquiri no âmbito da formação de pintura, foi e continua a ser fundamental para a ilustração. Dois registos diferentes, mas que “cozinho” com as mesmos ingredientes: a linha, a mancha, a cor, as formas e a composição.

De onde surgiu esse encanto pelo conto, tem alguma relação com a tua infância?

Este fascínio pelos contos, deve-se principalmente à admiração que sinto pelo meu avô, António do Vale. Depois de jantar e rezar o terço em família, ele contava histórias aos doze filhos e algumas duravam mais de duas noites! Eu não tive o privilégio de o ouvir, mas a minha mãe (a filha que melhor se lembra de todas as histórias), quando eu era mais nova contava-as, sendo sempre fiel aos termos usados pelo meu avô, típicos de Nuzedo de Baixo (aldeia natal dos meus pais).
Também me lembro, que em criança, quando tinha pesadelos, corria para a cama do meu irmão e ele, contando pequeninas histórias, acalmava-me. Recordo-me de pormenores soltos, memórias embaciadas que ficaram!

Quando e como é que nasceu a MENINA TRISTE?

Em 2004, quando quis dar uma prenda especial ao meu irmão.
Normalmente, penso na pessoa a quem vou oferecer/dedicar a história para a escrever, mas a Menina Triste foi diferente. Nas orações do grupo de jovens, dos Salesianos de Mirandela, o P. Álvaro terminava-as dizendo “Façam o favor de ser felizes!”. Por volta de 2004, este pedido fez com que gritasse dentro de mim a pergunta “Como?”. Peguei na Menina Triste e andámos à procura de UMA resposta.

A Menina Triste é exemplo de um estilo muito próprio que criaste e envolve as personagens da história, que são quase todas magrinhas, altas, predominantemente apresentadas a preto e branco e desdentadas. Como surgiram?

As escolhas aconteceram por motivos estéticos e processuais, refiro-me por exemplo ao erro, que pode ser o traço que se alonga por onde não deve e como desenho directamente com uma caneta preta, esse traço não podendo ser apagado, conduz a ilustração para outro caminho.

domingo, 30 de março de 2008

MENSAGEM DE 2 DE ABRIL DE 2008

MENSAGEM DO
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes induzir fé, imaginação e um sentido moral.

Chakrabhand Posayakrit
Tradução: José António Gomes

Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque, formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit exibe uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que provém de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.

A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A MENINA TRISTE


Aí está, vindo à luz do dia, o segundo livro: chama-se "A Menina Triste" e foi escrito e ilustrado por Sónia Borges. É o primeiro título desta autora / ilustradora. O texto é surpreendente e o estilo da ilustração também.
Brevemente faremos vir a este espaço uma entrevista com a Sónia Borges.
Para já, ficam os convites para as apresentações:
- no dia 02 de Abril, Dia Mundial do Livro Infantil, na Biblioteca Municipal de Mirandela (terra natal da autora), às 18.30horas.
- no dia 05 de Abril, pelas 16 horas, na Salta Folhinhas.

segunda-feira, 3 de março de 2008

RONDEL DE RIMAS PARA MENINOS E MENINAS





Apresentação de
"Rondel de Rimas para meninos e meninas",
de João Manuel Ribeiro,
com ilustrações de Anabela Dias.

Vem, poema... Vem, poema...

Foi com esta invocação que a Clara Haddad, actriz, contadora de histórias e coreógrafa, abriu a apresentação do livro “Rondel de Rimas para meninos e meninas”, no passado Sábado, na Livraria “Salta Folhinhas”. Os meninos e meninas presentes em grande número, acolheram este convite e escutaram deliciosamente cerca de meia dúzia de poemas do livro, soberbamente “ditos” pela Clara.
O editor saudou os presentes e fez uma breve resenha do nascimento da editora e a definição da política editorial, apresentando as diversas colecções e os objectivos gerais do projecto.

O autor dirigiu também breves palavras de apresentação, salientando que os 23 poemas deste livro acolhem coisas antigas (do blog “Palavras (peque)nininhas”) e coisas novas, escritas mais recentemente; destinam-se às crianças: são para serem lidos para as crianças e pelas crianças. Agradeceu o cuidado posto na ilustração de cada poema pela Anabela Dias que, por sua vez, manifestou a alegria e a honra de ter colaborado neste projecto.

Concluiu o autor, “dizendo” alguns poemas para alegria dos meninos e meninas presentes; seguiu-se a sessão de autógrafos, pelo autor e pela ilustradora.

As ilustrações estiveram expostas durante a sessão, sendo disponibilizadas para venda.